Veja alguns depoimentos sobre pessoas adultas que descobriram ter:
C.G.R. 51 anos, administrador de empresas
No final de 2007 estava diante do maior de todos os fracassos da vida.
Minha mulher me pediu que eu saísse de casa para levar a vida sozinha com os nossos filhos. Inerte diante do pedido, depois de vinte um anos de casado. Afastei-me sem pedir explicações, envergonhado e constrangido. Porque mais uma vez havia falhado e mais uma vez não poderiam contar comigo para prover as despesas da casa.
Era infeliz por ser inconstante.
Por mais que eu me esforçasse não conseguia obter êxito em nada.
Sempre achei que tive pouca sorte na vida.
Diante das tentativas frustradas entrava em depressão e me sentia mal porque havia falhado. Ficava com a auto-estima baixa comprometida, e me isolava das pessoas que me relacionava.
Julgaram-me a revelia e até me classificaram um fulano com desvio de caráter, colocando minha história de vida em cheque. Passei então a crer totalmente na minha imaturidade de vida, batendo de frente e apanhando de todos. Tentava na realidade era e me aproximar daqueles e provar que era apto, íntegro e de confiança. Mas o tempo passou e deixei suspeitas em tudo que realizei.
Tive conhecimento desta doença DDA, através de informações e elementos obtidos por relatos de pessoas doentes e através de revistas, livros, sites específicos. Quanto mais eu lia e conseguia relatos de pessoas que sofrem deste mal, mais certeza tinha. Então diante de fatos contrários acumulados ao longo da vida, me fez concluir que eu poderia ser DDA, então busquei ajuda.
Comecei o tratamento há pouco tempo, em outubro de 2008, mas já venho obtendo resultados satisfatórios. Logo que comecei a tomar o remédio passei a conter e controlar as minhas limitações.
E passei ao mesmo tempo a desenvolver as minhas aptidões.
Neste tempo confirmei que se vive bem melhor, sem criar expectativas falsas.
Viver mais próximo da realidade, com os pés no chão.
Viver sem perder a decência, inventando um comportamento falso e fingido para não contrariar e aborrecer aqueles que tanto amei e confiei.
Antes tarde do nunca.....
O melhor de tudo agora é saber que estou tendo a oportunidade de renascer, reinventar e de crescer como ser humano.
Participo com mais entusiasmo dos desafios da vida.
Buscando oportunidades e novos caminhos.
Consigo por pra fora sentimentos de aflição e agonia.
E consigo também por pra fora palavras para anunciar tudo que sinto.
Muitos adultos com TDAH se deparam com perturbações, bem como conseqüências, emocionais e sociais acarretadas pela falta de conhecimento de um diagnóstico e um tratamento correto.
Neste breve relato de vida a impulsividade, a hiperatividade e a desatenção me trouxeram conseqüências irreparáveis, que não me da chance de voltar no tempo para tentar recuperar os danos causados.
Sou adulto maior de idade e responsável pelos meus atos.
Aí vêem a necessidade de a população estar mais bem informada dos prejuízos que o TDAH pode causar na vida de um cidadão.
M.G.L. jornalista, empresária - Finalmente um tratamento adequado!
M.G.L. jornalista, empresária - Finalmente um tratamento adequado!
Em 2003, depois de conhecer pelos veículos de comunicação os sintomas do TDAH, percebi que poderia ser a explicação para muitos problemas que vinha enfrentando e busquei um renomado neurologista da USP, com o objetivo de fazer uma avaliação e chegar a um possível diagnóstico. Depois de fazer uma série de exames, como eletroencefalograma entre outros, ele "concluiu" que eu não era portadora do TDAH, principalmente porque, segundo as palavras dele, "-um portador de TDAH jamais teria condição de entrar em uma seleção de mestrado" como eu, que havia acabado de entrar na Faculdade de Saúde Pública da USP.
Busquei outros tratamentos, sem resultados significativos.
Em 2009, com minha vida pessoal e profissional desabando, me submetendo a um trabalho que não tinha nada a ver comigo, me vi no "fundo do poço" e com o resto de forças que me sobravam me auto-diagnostiquei novamente como TDAH. Encontrei o site da Dra. Cleide Heloisa Partel, que para mim, é o portal com informações mais importantes sobre o transtorno, onde pude me encontrar e buscar novamente ajuda, enfrentando mais uma série de desafios.
Dessa vez, o diagnóstico foi preciso. Afinal, nada melhor que uma especialista na área, estudiosa incansável e também TDAH para entender o nosso complexo e fascinante Universo.
Dra. Cleide me apresentou a um mundo novo, depois de enfrentar tantos desafios, em função dos sintomas que teimavam em me transformar em uma ET, pude enxergar o mundo sob um novo prisma. Quando a gente sofre muito, ao se deparar com a luz e à nova vida proporcionada pós-tratamento, qualquer nascer do dia, anoitecer ou ouvir uma simples canção podem se transformar num pedacinho de céu aqui na Terra.
Hoje, me conhecendo cada vez mais, estou reaprendendo a viver... É um passo de cada vez. Mas, um passo preciso, confiante e responsável, de quem agora voltou a sonhar e planejar sua vida, deixando de ser dependente e refém dos outros, do mundo, como era antes.
Hoje assumo a responsabilidade por mim e pela minha vida, resgatei minha confiança em meu potencial.
Dra. Cleide, obrigada por tudo! E refaço aqui o meu pedido: por favor, escreva um livro que será com certeza um grande instrumento para a melhoria da qualidade de vida de milhares de portadores de TDAH que não têm o privilégio, como eu, de serem seus pacientes.
Seria muito bom que ninguém mais perdesse anos de suas vidas buscando por um diagnóstico como aconteceu no meu caso e pior, na ilusão de estar sendo tratado corretamente.
L.A.B. 51 anos, economista com mestrado na UNICAMP.
Cara Dra. Cleide,
Quero agradecer pelo diagnóstico certeiro.
Apesar da minha capacidade intelectual exorbitante, até agora concretizei muito pouco do que pretendia fazer, tenho poucas realizações.
Percebo agora que vivi uma luta interna para tentar fazer as coisas, com tanta angustia, culpa, sofrimento, cobrança interna, promovendo sempre uma destruição de minha auto-estima. Resumindo sempre me achei um merda, um fracassado, um incapaz!
Apesar da minha capacidade intelectual exorbitante, até agora concretizei muito pouco do que pretendia fazer, tenho poucas realizações.
Percebo agora que vivi uma luta interna para tentar fazer as coisas, com tanta angustia, culpa, sofrimento, cobrança interna, promovendo sempre uma destruição de minha auto-estima. Resumindo sempre me achei um merda, um fracassado, um incapaz!
Alguns sentimentos/pensamentos que venho tendo:
- Ah, quer dizer que é assim que vocês funcionam, que vocês estão no mundo, é assim que a vida se lhes apresenta!!!! Ora, ora, ora, assim eu também posso, assim é bem mais tranqüilo, bem mais fácil...
- Vocês todos, família, amigos, namoradas, você todos que me denegriram todas essas décadas, que me desprezaram, que me detonaram; puxa vida, afinal vocês estavam certos!!! Vocês tinham razão, eu sempre fui mesmo esse destrambelhado, não palpável, não confiável, escorregadio, fugidio, flutuante que vocês apontaram de um jeito ou do outro. Vocês todos tinham razão, não os culpo mais, não tenho mais raiva de vocês pelo tratamento que tive, você tinham razão...
Eu também não agüentaria alguém assim muito tempo...é um saco mesmo!!!
E, para os que amaram alguma coisa, muito obrigado. Não deve ter sido fácil.
Eu também não agüentaria alguém assim muito tempo...é um saco mesmo!!!
E, para os que amaram alguma coisa, muito obrigado. Não deve ter sido fácil.
- E eu comigo mesmo, também estou me apaziguando, afinal eu fui isso...eu só pude ser isso que fui, foi uma luta mesmo, uma batalha diária para fazer o básico, foi duro ter constatado que tantas milhares de vezes eu não consegui e, lembro, contudo, ter festejado as centenas em que logrei alguns sucesso ao longo dos últimos 40 anos.
- Pena não ter ocorrido antes esse diagnóstico e tratamento, e eu ter podido viver outra vida, mas, para não me acabrunhar, penso em retirar alguma coisa proveitosa dessa vida que tive; gostaria de dar um destino produtivo a todo esse passado vivido nesses termos. Escrever um livro, um roteiro de filme, alguma coisa para deixar essa experiência registrada, e lucrar com isso.
São tantas as resignificações a cada dia....
Mas o fato é que minha vida mudou radicalmente!
Mas o fato é que minha vida mudou radicalmente!
Obrigado, um abraço!
O que é:
Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade ou DDA/TDA - Distúrbio/Transtorno de Déficit de Atenção (com ou sem hiperativade)
Principais Sintomas:
Esses sintomas costumam trazer grandes prejuízos na vida da pessoa, principalmente quando ela não sabe que tem TDAH (DDA):
* Paradoxalmente a toda essa energia, muitas vezes o adulto com TDAH (DDA) mostra-se apático, desanimado com dificuldade para iniciar tarefas. É como se já desistisse antes de começar, fazendo-o "empurrar com a barriga" seus projetos. Muitas vezes precisa de estímulo externo, de um "empurrãozinho" de fora e, quando os começa, tem dificuldade em terminá-los. É comum interromper o que está fazendo para ir fazer algo para onde foi sua atenção.
* Não consegue atingir suas metas profissionais, tendo geralmente um rendimento abaixo do seu potencial: demora no inicio das tarefas, dos projetos, perde-se nos devaneios, interrompendo-os com facilidade.
* Pode ser muito prejudicado pela sua desorganização como, por exemplo, perder anotações importantes na “bagunça” de sua mesa, gavetas...
* A desorganização também passa a ser interna, na medida que a pessoa não sabe a qual dos "tenho que" atender em primeiro lugar e a cabeça fica "remoendo" num eterno conflito, ansiedade e preocupação crônicas. Está sempre em estado de alerta, muitas vezes não se sente confiável, preocupado com coisas que estão por fazer ou que não deram certo e com isso, tira a atenção do que está fazendo no momento.
* O eterno conflito consigo, ou com o(s) outro(s) é uma forma inconsciente de estimulação do córtex pré-frontal.
* Seu humor geralmente é imprevisível, muito instável, com altos e baixos repentinos, sem qualquer razão séria aparente.
* Costuma ser muito impaciente, irritadiço e "pavio curto" com uma tendência a isolar-se ao defender bravamente sua liberdade, seu jeito de ser.
* Esse tipo peculiar do indivíduo com TDAH (DDA) comportar-se, dificulta muito seu convívio social, afetivo e profissional.
* Se não é devidamente diagnosticado e tratado, fica muito difícil conviver com ele, minando cada vez mais sua auto-estima, sua confiança no futuro e no mundo.
* Apesar de ser inteligente, criativo e intuitivo, a incapacidade de "viver adequadamente", pode levá-lo a grandes depressões, daí a grande importância do diagnóstico e tratamento.
Principais Sintomas:
Esses sintomas costumam trazer grandes prejuízos na vida da pessoa, principalmente quando ela não sabe que tem TDAH (DDA):
* Costuma sentir-se um ET, diferente dos outros, com baixa auto-estima, sensação de incapacidade, insegurança...
* Desde criança pode ter recebido muitas criticas, ter sido rotulado de maneira destrutiva (burro, preguiçoso, vagabundo, pestinha, capeta...) e provavelmente teve seu rendimento escolar prejudicado, bem como seus relacionamentos sociais e afetivos.
* São pessoas muito ativas e sem tempo a perder: estão sempre correndo e ou atrasadas em função de tocarem vários projetos simultaneamente. Muitos são vistos como imaturos, insaciáveis.* Paradoxalmente a toda essa energia, muitas vezes o adulto com TDAH (DDA) mostra-se apático, desanimado com dificuldade para iniciar tarefas. É como se já desistisse antes de começar, fazendo-o "empurrar com a barriga" seus projetos. Muitas vezes precisa de estímulo externo, de um "empurrãozinho" de fora e, quando os começa, tem dificuldade em terminá-los. É comum interromper o que está fazendo para ir fazer algo para onde foi sua atenção.
* Não consegue atingir suas metas profissionais, tendo geralmente um rendimento abaixo do seu potencial: demora no inicio das tarefas, dos projetos, perde-se nos devaneios, interrompendo-os com facilidade.
* Pode ser muito prejudicado pela sua desorganização como, por exemplo, perder anotações importantes na “bagunça” de sua mesa, gavetas...
* A desorganização também passa a ser interna, na medida que a pessoa não sabe a qual dos "tenho que" atender em primeiro lugar e a cabeça fica "remoendo" num eterno conflito, ansiedade e preocupação crônicas. Está sempre em estado de alerta, muitas vezes não se sente confiável, preocupado com coisas que estão por fazer ou que não deram certo e com isso, tira a atenção do que está fazendo no momento.
* O eterno conflito consigo, ou com o(s) outro(s) é uma forma inconsciente de estimulação do córtex pré-frontal.
* Seu humor geralmente é imprevisível, muito instável, com altos e baixos repentinos, sem qualquer razão séria aparente.
* Costuma ser muito impaciente, irritadiço e "pavio curto" com uma tendência a isolar-se ao defender bravamente sua liberdade, seu jeito de ser.
* Esse tipo peculiar do indivíduo com TDAH (DDA) comportar-se, dificulta muito seu convívio social, afetivo e profissional.
* Se não é devidamente diagnosticado e tratado, fica muito difícil conviver com ele, minando cada vez mais sua auto-estima, sua confiança no futuro e no mundo.
* Apesar de ser inteligente, criativo e intuitivo, a incapacidade de "viver adequadamente", pode levá-lo a grandes depressões, daí a grande importância do diagnóstico e tratamento.
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