Eu poderia falar sobre o assédio moral por horas, porque o sofremos todos os dias, alguns todos os minutos, o que é assédio moral? é aquela pessoa que diz que voce não é capaz, ou que voce é gorda, sabem aquelas frases:
"Nossa como voce engordou"
"Voce tem pé frio para essas coisas"
"Voce nunca ira conseguir, é muito dificil"
Estas frases podem vir de amigos, parentes, conjugues ou até mesmo de estranhos, mas elas causam um enorme estrago em nosso inconsciente porque entram como sugestões, e, sem perceber, aceitamos aquilo como verdade, abaixo segue ótima matéria da revista Claudia sobre Assédio Moral no Casamento, um dos mais comuns,
O INIMIGO OCULTO
Os amigos do guerreiro da luz perguntam de onde vem sua energia. Ele diz: "do inimigo oculto".
Os amigos perguntam quem é.
O guerreiro responde:"alguém que não podemos ferir".
Pode ser um menino que o derrotou numa briga na infância, a namorada que o deixou aos onze anos, o professor que o chamava de burro.
O inimigo oculto passa a ser um estímulo. Quando está cansado, o guerreiro lembra-se que ele ainda não viu sua coragem.
Não pensa em vingança, porque o inimigo oculto não faz mais parte de sua história. Pensa apenas em melhorar sua habilidade, para que seus feitos corram o mundo e cheguem aos ouvidos de quem o machucou no passado.
A dor de ontem transformou-se na força de hoje"
Manual do Guerreiro da Luz, Paulo Coelho
O Assédio Moral no Casamento
No começo, é um olhar de censura, uma alfinetada sem elevar a voz. Mas o desejo de humilhar aumenta gradativamente... até que o parceiro consegue destruir a auto-estima da mulher, que se deprime e se culpa. Veja por que a psiquiatra francesa MARIE-FRANCE HIRIGOYEN luta para que o assédio moral seja considerado crime e acompanhe o depoimento de uma leitora
Ruth de Aquino, de Paris
"Não tenho nada a ver com isso, não é problema meu."
"Sei melhor do que você o que é bom para você."
"Pára de falar besteira."
"Afinal, você tem medo do quê?"
"Você vive reclamando."
"Por que você não consegue fazer nada direito?"
"Todo mundo sabe que você é louca, eu deveria internar você."
"Se você passar daquela porta..."
Antes do primeiro tapa, observe esses sinais de abuso. Se os episódios se repetirem, reaja, porque senão você vai acabar se achando uma nulidade e se isolando do resto do mundo. É por isso que Marie-France Hirigoyen luta, com seus livros e palestras, para transformar o assédio moral em crime.
O HOMEM-VENTOSA
É tão violento sentir a mente invadida e devastada quanto sofrer um estupro ou levar uma surra. Passei anos com a sensação de que me fora roubado o sopro da vida. Olhando bem para trás, para 1983, acho que o primeiro sinal aconteceu quando o conheci, quando a gente ainda nem namorava. Ele freqüentou minha casa por mais de ano contando histórias tristes a seu respeito. Oferecia generosa amizade e silenciosa invasão. Eu estava fragilizada por ser mãe pela primeira vez, cuidando de uma filha pequena (2 anos), com um marido que amava, mas que acabou não resistindo a sérios problemas de saúde.
Quase três anos mais moço que eu, ele tratava minha filha com ternura de fazer gosto e a mim como uma rainha. Sugeria passeios, topava ficar em minha casa só no lero. Estava sem emprego, querendo estudar psicologia. Aos 28 anos, passava por uma baita crise existencial. Havia se casado aos 20, se separado aos 27. Eu tinha 30 anos, com carinho sobrando e uma carreira bacana. Vivemos quase 20 anos uma história de amor, tivemos um filho e ele se tornou o "pai" da minha filha.
A primeira ficha caiu quando fazíamos análise de casal e ele me pediu para não tocar em determinados assuntos na terapia... e eu, pasme, fiquei quieta. Afinal, lá estava ele mais uma vez sem emprego, em crise, brocha. Tinha tanto medo de perdê-lo que desconversei, preocupada com a dor dele... E a minha dor? Ah, essa eu podia relevar. Estranhei quando, ao perder o último bom emprego, meu marido insistiu que não se tocasse no assunto em casa e não se mudasse o padrão de vida da família. Logo tudo iria se ajeitar. Na mesma ocasião, pediu que, durante as férias de julho, viajasse com nosso filho para o sítio na serra. Relutei, não era hora para ele ficar sozinho tão deprimido. Sugeri enviar a criança para uma colônia de férias, mas ele respondeu: "Se você me ama, vá cuidar do nosso filho que eu saio dessa e, quando vocês voltarem, já estarei empregado". Quando regressamos, 15 dias depois, ele estava realmente bem: havia alugado um apartamento a algumas quadras de nossa casa. Armara a mudança sem nenhuma conversa comigo. Dois anos depois, soube que contara, bêbado, a nosso caseiro, que iria embora só para me dar um pequeno susto, mas que voltaria. De fato, passados três meses, reatamos e convivemos mais um ano cada um na sua casa. Eu culpava a menopausa, que se avizinhava, pela situação. Aos poucos, saquei que o que ele queria mesmo era transar com todas as gatinhas que aparecessem.
Certa vez, tirou meu filho de casa. Às escondidas, comprou uma passagem, organizou a viagem todinha e, finalmente, comunicou que mandaria o garoto fazer intercâmbio fora do país. Inventava coisas insanas em relação ao menino, como convidá-lo para beber e jogar sinuca às vésperas de provas. Em outra ocasião, convenceu- o a consultar um analista sem me dizer nada. Meu filho não agüentou quatro sessões e abriu o jogo comigo. Pela primeira vez, realmente tive raiva do cara. Me dei conta da capacidade de meu marido de se livrar das pessoas quando não lhe convinham mais - a começar pela ex-mulher, que ele dizia ser louca, porque tentara suicídio após o rompimento. Ele também sugeria: "Poderíamos viver só nós, não preciso de mais ninguém, você tem mania de ter amigos demais". Nenhum conhecido, parente meu ou dele era suficientemente bom para a gente estar junto. Tentou me fazer desistir de comemorar meu aniversário. Logo eu que sou tão festeira.
Depois da separação, mesmo tendo tido um consultório cheio por mais de 25 anos, me senti incapaz de atender qualquer cliente por quase três anos. Em quatro meses, perdi 8 quilos. Senti o desespero do isolamento. Eu havia sido a luz da vida daquele homem e, da noite para o dia, ele me ignorava e dizia aos amigos que me evitava para que eu sofresse menos ou, se contradizendo, que eu devia estar feliz porque, afinal, não gostava mais dele e ele me fizera o favor de sumir da minha existência. Não quis advogado na separação. Para mim, só valeria a pena entrar na Justiça se desse para provar o assédio moral, a lenta e gradual destruição da auto-estima. Mas isso ainda é um tabu no Brasil. Ninguém fala, ninguém vê, ninguém reconhece.
*O NOME FOI TROCADO PARA PRESERVAR A IDENTIDADE DA LEITORA

2 comentários:
Cláudia diz:
*B. Dia! Só para saberes... eu já vi muita gente ler taro...mas nao como vc....teu trabalho é fabuloso!!!
mha - Anônimo da Web diz:
*So queria te agradecer por toda ajuda que vc me deu. Orientação, sabedoria etc...
*bom, suas previsoes estao acontecendo uma a uma... em todos os aspectos de minha vida. E isso me deixa mto contente pois me sinto mto melhor
*vc é alguem mto especial pra mim
Postar um comentário